domingo, 6 de abril de 2008

Uma pequena declaração de amor...


Hoje estava remexendo umas coisas antigas e.. surpreendentemente, tirei do baú, da urca de minhas heranças e sentimentos feitos papel e tinta algo de muito valor...


Não era simplesmente uma fotografia, mas a materialização de algo que carregava em si a força dos momentos nos quais foram produzidos em memória e, por ela, voltou a força da emoção...


De ter sido criança,


De estar compartilhando a vida com “pessoinhas” tão especiais...


Meus irmãos... Lú, Léo e Marcinha...


Exemplos de coragem, de superação, de amorosidade, de compaixão, de bondade, de doação...


E neste pequeno “espaço virtual”, uma também pequena demonstração do meu carinho, da minha saudade, da minha consideração e do meu profundo e sincero amor por vocês, queridos meus...


Vanessa

Convite à loucura...



Sábado à noite, dia de alegria, de confraria, de amizades verdadeiras...

Dia de ouvir uma boa música, de aprendermos mais de Deus uns com os outros, e apesar dos outros...

Neste sábado pude compartilhar sobre a loucura...´

A loucura da cruz que nos faz sair das obviedades, da normalidade e de tudo o mais que tem sido padronizado e “ canonizado” pelo mundo...

E o que é a loucura de Deus na contramão da sabedoria dos homens?

É viver com fé e bom senso tudo o que está posto diante de nós...

É não tomar a forma deste século, mas deixar-se transformar pela renovação da mente, pelo entendimento crescentemente harmonizado com o espírito do Evangelho...

É viver pela fé, com alegria e gratidão...

É contentar-se com o ser, e não com o ter...

É viver o hoje esperando o porvir...

É oferecer a outra face...

É amar o inimigo...

É não barganhar para tornar-se aceito ...

É não transgredir a Verdade...

É praticar o amor sem esperar algo em troca...

É crer em Deus e nas suas promessas...

É esperar por Ele, e esperar Nele...

É compreender que em Cristo tudo se faz novo...

É desejar a Sua presença mais do que qualquer outra coisa...

É morrer-se para tudo o que possa inibir, diminuir ou ameaçar nossa amizade com Ele...

É alegrar-se e contentar-se somente em Deus...

É esvaziar-nos de nós mesmos...

É considerar que tudo é vaidade e correr atrás do vento...

É querer ser , a cada dia, mais parecidos com Jesus...

E assim, para nós, os que crêem no escândalo da cruz e na loucura da pregação, tornamo-nos loucos, como o apóstolo Paulo diz: Ninguém se engane a si mesmo: se alguém dentre vós se tem por sábio neste século, faça-se louco para ser tornar sábio. Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus. (I Carta aos Coríntios)

E o que vale mais?
Ser loucos para o mundo ou sábios para Deus?
Porque loucura e sabedoria tornam-se, em Deus, a mesma coisa...
Vanessa

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Vida e morte: sinônimas ou antagônicas?


Hoje meu coração está contabilizando as distâncias, as saudades, os desencontros...

Na verdade, está mergulhado em doces e amargas lembranças... tentando discernir e compreender a morte...

Mas... será possível traçar tão profunda compreensão acerca da morte?

Quando se lê a Bíblia não se vê essa angústia presente de querer entender a morte.
Isto porque morrer era um fato completamente possível e natural em qualquer fase da vida...

E Deus não vê a vida como a vemos, e nem chama de catástrofe o que nós consideramos como desgraça...

A morte é apenas morte. É isso que Jesus e Paulo nos ensinam... Quem vive e crê, não morre... mesmo que morra. E quem morre mesmo crendo, não morre, pois vive eternamente.

Assim, vida e morte em Cristo são a mesma coisa.

E diante da morte daqueles os quais pudemos amar, sentir, servir, despir, só nos resta a lembrança, a saudade, mas também a esperança...

Esperança de que aqueles que já passaram da morte para a vida não morrem, mas apenas imergem na plenitude de Deus, do amor e do entendimento do significado de todas as coisas...

Agindo assim, não nos sepultaremos com aqueles que não estão mais entre nós.

Um beijo, Nele, em quem a morte já está morta!
Vanessa

quarta-feira, 26 de março de 2008

Identidade ou alteridade?


Um conceito novo que chegou ao meu universo vocabular, apresentou-se tão generoso e que, por isso mesmo, tem sido um termo frequënte em minhas leituras, em minha fala e, ainda com muitas limitações, em minhas ações é alteridade.

Segundo a enciclopéia Wikipédia, alteridade (ou outridade) é a concepção que parte do pressuposto básico de que todo o homem social interage e interdepende de outros indivíduos. Isto significa dizer que a existência do "eu-individual" só é permitida mediante um contato com o outro (que em uma visão expandida se torna o Outro - a própria sociedade diferente do indivíduo).

Dessa forma, eu apenas existo a partir do outro, da visão do outro, o que me permite também compreender o mundo a partir de um olhar diferenciado, partindo tanto do diferente quanto de mim mesmo, sensibilizado que estou pela experiência do contato.

E é justamente essa questão do eu e dos outros o cerne da antropologia, da história e de uma maneira muito mais aperfeiçoada, nos ensinamentos de Jesus.

Precisamos do outro para nos constituirmos como gente, e é esse outro que nos fará crescer a partir da plenitude da sua dignidade, dos seus direitos e, sobretudo, da sua diferença. Segundo Frei Beto, quanto menos alteridade existe nas relações pessoais e sociais, mais conflitos ocorrem.
A nossa tendência é colonizar o outro, ou partir do princípio de que eu sei e ensino para ele.

É por meio do exercício da alteridade, do despojar-se de mim mesmo para compreender o outro é que posso alcançar a virtude da generosidade.. E como ainda salienta Frei Beto,

só existe generosidade na medida em que percebo o outro como outro e a diferença do outro em relação a mim. Então sou capaz de entrar em relação com ele pela única via possível porque, se tirar essa via, caio no colonialismo, vou querer ser como ele ou que ele seja como sou -a via do amor, se quisermos usar uma expressão evangélica; a via do respeito, se quisermos usar uma expressão ética; a via do reconhecimento dos seus direitos, se quisermos usar uma expressão jurídica; a via do resgate do realce da sua dignidade como ser humano, se quisermos usar uma expressão moral. Ou seja, isso supõe a via mais curta da comunicação humana, que é o diálogo e a capacidade de entender o outro a partir da sua experiência de vida e da sua interioridade". * Frei Betto
Assim, para que haja a disposição na compreensão do outro precisamos, primeiramente, "abrir mão" dos nossos pré-julgamentos..., das nossas pré-suposições...

Todas as guerras, sejam elas étnicas, religiosas, raciais... são fruto de intolerância e da falta de alteridade. Nesse mundo moderno e consumista em que impera o valor da identidade e do indivíduo, não tem havido espaço para a alteridade...

E experimentar a alteridade em nossa existência só é possível se for pela via do amor...

" Ainda que eu distribua todos os meus bens aos pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará...

O amor não procura seus interesses... tudo sofre, tudo crê, tudo suporta. O amor jamais acaba... (Carta do apóstolo Paulo á Igreja em Corinto).

Vanessa

terça-feira, 25 de março de 2008

Vocês..., amigos do coração!



Queridos amigos...

Agradeço a todos pelo carinho recebido, pelas reflexões compartilhadas, pelos comentários, críticas e sugestões abordadas em cada texto escrito.

Vocês são a razão maior da minha perseverança em continuar a escrever...

Um beijo no coração de cada um que tem visitado o blog.

Vanessa

quinta-feira, 13 de março de 2008

Ser santo é...



Ser santo é...

Viver nossa humanidade, ser parte da história, porém vivendo a presença de Deus no mundo... É ser separado, não dos pagãos, mas de suas práticas e apostasias...

É considerar que o valor da vida está acima do valor das coisas, mesmo daquelas que consideramos mais sagradas...

É viver com amor e misericórdia no agitado ambiente do mundo ao invés da quietude e alienação do ambiente religioso...

É acreditar que quando tocamos, com amor, aquilo que é sujo, purificamos qualquer coisa, fato ou pessoa de seus equívocos.

É trabalhar, inclusive no sábado, a favor do próximo...

É ser verdadeiro com nossa condição humana, admitindo dores, perdas, saudades, cansaço, sede e desânimo...

É continuar sendo de Deus, mesmo em meio ao mais profundo e inexplicável silêncio divino...

É ser alegre em toda e qualquer situação...

É permitir que a graça de Deus inunde nossos pensamentos, nossas ações, nossa vida...

É compreender que, humanamente, é impossível ser santo... mas que a santidade é fruto apenas da obra do Espírito...

É não deixar que nenhuma palavra torpe saia da nossa boca...

É despojarmo-nos do nosso desejo obcecante de nos mostrarmos justos e retos...

É abstermos da nossa idolatria - a idolatria na qual nós mesmos somos os "nichos" e os "santos" do nosso culto moral...

É compreendermos que, aos olhos de Deus, já somos uma obra acabada...

É entender que não há barganhas a se fazer quando o assunto é "santificação".

É reconhecer a obrigatoriedade de nos tornarmos, a cada dia, mais parecidos com Cristo...

É estar em Cristo, e não na igreja...

É ter Jesus como protótipo de vida, de amor, de justiça e, também, de humanização...

É exorcizar os demônios de nossas pretensões religiosas...

É viver a ambigüidade de não sermos deste mundo mas, ao mesmo tempo, estarmos nele...

É amar o outro como amamos a nós mesmos...

É não medir esforços para praticar boas obras...

É ir aonde o vento soprar...

É liberar perdão mesmo quando não sentimos “vontade”...

É não querer entender Deus, mas apenas ser Nele...

É ter paixão pelas coisas do Reino...

É não buscar respostas para o que se mostra absurdo...

É ser livre, ainda que a "religião" queira nos prender...

É não temer aqueles cujos corações estão cheios de pretensa santidade...

É lutar por um mundo mais justo, mas solidário...

É ter na paixão dos profetas, na fé de Abraão, na mansidão de Moisés, na retidão de José, na doçura de Maria, na amizade de Davi e Jônatas, na ousadia de Paulo, na obediência de João Batista a motivação existencial para o nosso enfrentamento histórico do mal...

É estar em profunda e indissolúvel relação com a Verdade , mediante um aprendizado não apenas teórico e teológico, mas de vivência da presença de Deus feita verdade no coração - " Ssntifica-os na Verdade, a tua palavra é a verdade" Jo 17:17.

Um beijo, Nele, que nos ordena a sermos santos, assim como Ele é!

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

O valor dos amigos




O que seria da nossa vida sem os amigos? De tão importante, a amizade é tema constante de músicas, sonetos, livros, filmes... Enfim, todos os âmbitos sociais e existenciais contam com a inspiração da amizade, da relação entre duas ou mais pessoas que se amam e estão por perto quando o outro precisa.

A Bíblia descreve casos de amizades verdadeiras, como a de Davi e Jônatas, Paulo e Barnabé, Paulo e Marcos, Pedro e Silas, Sadraque, Mezaque e Abednego. Além disso, o contato direto entre Deus e o homem (teofania) demonstrou o mais alto grau de intimidade entre um transcendente e um humano. A exemplo, Moisés, que teve seu rosto transfigurado ao passar quarenta dias contemplando o Altíssimo. Enoque foi trasladado porque “andava com Deus”. E nos tempos do Deus encarnado (cristofania), embora amando e ensinando a multidões, foi no contato íntimo com os doze discípulos que a amizade estivera intimamente presente.

E a esses, Cristo foi chamando, estabelecendo conexões, sem design, projeto ou arquitetura montada... apenas deixando-se Ser em cada um e cada um permitindo-se ser Nele e para Ele...

E assim é a amizade, o vinculo que, aperfeiçoado no amor, nos enriquece, nos ajuda a crescer, a viver a vida com mais leveza, mais cumplicidade, menos mau humor...É a amizade que nos ancora, nos fortalece frente às adversidades, que nos revigora e permite-nos ver “no outro” a continuidade e a extensão do que temos sido...

Amizade é devoção, é prontidão, é relacionamento harmonioso, mesmo quando a orquestra da vida nos envolve em “desafinos”.

Há amigos de todos os tipos:
Amigo verdadeiro
Amigo da “onça”
Amigo do dia inteiro
Amigo só pra hoje.
Amigo na adversidade
Amigo só na felicidade
Amigo pra qualquer hora
Amigo, dependendo “da hora”...
Amigo “virtual”
Amigo real...
Amigo pra qualquer parada...
Amigo só na “balada”...

Amigo chato...
Amigo que é um barato!

Amigo que escuta
Amigo que só fala de si...
Amigo que se foi...
Amigo que fica...
Amigo que apesar de ter ido, ainda permanece...
Amigo na dor, amigo no amor...
Amigo que apaixona...
Amigo que nos decepciona..
Amigo a quem decepcionamos,
Amigo a quem amamos...
Irmãos que são amigos e
Amigos mais chegados que um irmão.

Jesus, em João 15, dá-nos a dica de como podemos ser seus amigos: “ Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando”.

É bom saber que tenho amigos, que estou sendo cuidada e que tenho cuidado de muitos. Enfim, ter amigos enobrece nossa existência, nos tornam melhores, mais protegidos e mais felizes.
Sem amizade, só existe espaço para o vazio e a solidão.

Então, sejamos amigos. E obrigada pelo privilégio de ser chamada de “sua amiga”.
Um beijo no coração de todos, ao sabor de uma verdadeira amizade.

Nele, a quem não nos chama de servos, mas de amigos.


Vanessa