quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Como compreender a eternidade?


Estamos, de fato, preparados para compreendermos a eternidade?

C. S.Lewis, em uma de suas meditações encontradas no livro " Um ano com C.S. Lewis" intitulada O Céu voltará para trás nos dá uma dica de como poderemos ter uma ideia dela se entendermos que tanto o bem quanto o mal, quando plenamente desenvolvidos, se tornam retrospectivos.(C.S.Lewis). Isso significa que, para os justos, os abençoados, os que crêem, o Céu, uma vez alcançado, terá efeito retroativo sobre cada evento histórico de nossa existência... inclusive sobre os sofrimentos, "tornando em glória até mesmo essa agonia." (C.S.Lewis)

Da mesma forma, a condenação também terá efeito retroativo sobre o passado, contaminando todo o prazer trazido pelo pecado..."

Assim, nosso passado, nosso presente, nosso futuro, em Deus, sendo um só tempo, se fundem, permitindo que nossos pecados perdoados e sofrimentos lembrados passem a assumir o gostinho do Céu... E para o homem mau (o ímpio, o que não creu, o que não se entregou), "seu passado apenas se conforma à sua maldade e se enche de miséria".. (C.S.Lewis)

Assim, o céu e o inferno serão vistos, também lá, com os olhos com os quais a vida foi vista daqui...

As calamidades, os sofrimentos, as agonias,os desprazeres podem ser pedacinhos do Céu , assim como o gozo, a satisfação, o prazer podem ser parte do seu Inferno...

O convite da Graça de nosso Deus em Jesus Cristo é um convite singular: a consciência da nossa relação com o próprio tempo, permitindo-nos vislumbrar toda a nossa existência ou como um Céu ou como um Inferno... A diferença estará na perspectiva de quem os vê.

É por isso que no fim de tudo, quando o sol nascer aqui e o crepúsculo lá embaixo se transformar em trevas, os Abençoados dirão: Jamais vivemos em outro lugar que não fosse o Céu. E os Perdidos dirão: Sempre estivemos no Inferno. E ambos estarão dizendo a Verdade” (- de The Great Divorce (O grande abismo, de C.S. Lewis)

domingo, 26 de abril de 2009

A memória e as narrativas bíblicas


Cada vez mais me convenço de que as Escrituras são um valioso registro de memórias...

Memórias inspiradas, reveladas, canonizadas, algumas convenientemente apagadas, modificadas, aumentadas ou a elas incorporando-lhes elementos estranhos...

Uma verdade gasta, conhecida não só pelos psicólogos, mas também por qualquer um que tenha prestado atenção ao comportamento de quem o rodeia, ou a seu próprio comportamento, é a de que a memória humana é um instrumento maravilhoso, mas falaz. Primo Levi escreveu que “quase nunca sucede que duas testemunhas oculares do mesmo fato o descrevam do mesmo modo e com as mesmas palavras, ainda que o fato seja recente e nenhum dos dois tenha interesse em deformá-lo.

Esta escassa confiabilidade de nossas recordações só será explicada, segundo Primo Levi, de modo satisfatório, quando soubermos em qual linguagem, em qual alfabeto elas são escritas, sobre qual material, com qual instrumento: ainda hoje, é uma meta de que estamos longe, segundo o autor.

E ele continua: “conhecem-se alguns mecanismos que falsificam a memória em condições particulares: os traumas, a interferência de outras recordações concorrentes, estados anormais da consciência, repressões, recalques... É certo que o exercício da evocação freqüente mantém a recordação fresca e viva, assim como se mantém eficiente um músculo exercitado muitas vezes; mas é também verdade que uma recordação evocada com excessiva freqüência, e expressa em forma narrativa, tende a fixar-se num estereótipo, numa forma aprovada pela experiência, cristalizada, aperfeiçoada, ataviada, que se instala no lugar da recordação não trabalhada e cresce à sua custa”...

Embora Primo Levi, judeu, químico por profissão, sobrevivente do Holocausto - termo utilizado especificamente para se referir ao extermínio de milhões de pessoas que faziam parte de grupos considerados indesejados pelo regime nazista de Adolf Hitler, refira-se `a volatividade de uma memória específica, ou seja, a vivenciada nos campos de concentração de Auschwitz, tomo-lhe respeitosamente algumas de suas palavras sobre a memória para concordar, junto a ele, que “quanto mais se afastam os eventos, mais se completa e aperfeiçoa a construção da verdade da conveniência”.

E ele acrescenta:

“A propósito dessas reconstruções do passado (mas não só dessas: é uma observação que vale para todas as memórias), deve-se observar que a distorção dos fatos muitas vezes é limitada pela objetividade dos próprios fatos, em torno dos quais existem testemunhos de terceiros, documentos, “corpos de delito”, contextos historicamente definidos. É geralmente difícil negar que se tenha cometido uma dada ação, ou que tal ação tenha ocorrido; ao contrário, é facílimo alterar as motivações que nos induzem a uma ação, assim como paixões que em nós acompanharam a ação mesma. Esta é a matéria extremamente sujeita a deformar-se sob forças até muito débeis; não existem respostas confiáveis, porque os estados de ânimo são voláteis por natureza, e ainda mais volátil é sua memória”(Os afogados e os sobreviventes, p.25)

As palavras de Primo Levi me fazem pensar no campo de abertura que se dá em torno das interpretações das memórias “sagradas”... teólogos, historiadores, arqueólogos, antropólogos, psicólogos, filósofos, físicos, educadores... todos amparados por uma hermenêutica específica que lhe dê conta de penetrar nos recônditos de uma memória "viva", porque também se tornou registro – refiro-me especificamente às narrativas bíblicas- , e tentar explicar o que, por vezes, é inexplicável, incompreensível, absoluto, resumido, poético, a-histórico, a-temporal, ilógico, irracional , devaneio e até mesmo loucura...

Como crer nas Escrituras? Como confiar-lhe credibilidade, autenticidade? Como não considerar os inúmeros “acidentes” de uma tradução a outra? É possível confiar em seus autores e, mais ainda, nas “paixões” que acompanharam as suas ações, digo, os seus registros memorialísticos?

Perguntas sem respostas... a não ser se esta escassa confiabilidade à memória registrada nas Escrituras for explicada, de modo satisfatório, se soubermos em qual linguagem, em qual alfabeto elas são escritas, sobre qual material, com qual instrumento... Meta esta que ainda hoje, parafraseando inversamente Primo Levi, pode ser alcançada, se entendermos os limites humanos da hermenêutica, da fenomenologia, da exegese, da historiografia, das fórmulas, das leis físicas e, num “num salto de fé”, mergulharmos no Absoluto Absurdo da Revelação que achou aconchego na consciência humana.

Vanessa

sábado, 28 de fevereiro de 2009

A Água da Vida


Uma mulher
Com sede de amor
Ouviu dos lábios livres do Senhor
Que a sede que a fazia buscar
Mas sem encontrar...

Era a sede de Deus...
E que em todos os caminhos teus
Jamais se satisfaria
Pois só em Jesus encontraria
A fonte da água da vida...

Água espiritual...
Que mitiga a sede existencial...
Água em manancial...

Manancial de água viva,
Que cura ferida,
Que a sede sacia,
Que dá alegria,
Que limpa a alma,
Que purifica a existência...
Que dá sentido verdadeiro,
Que nos inunda, nos preenche ...
Isso sim, é providência.!

Providência de Deus,
Fonte da Vida...
Água da Verdade e da realidade...
Água de contentamento e desprendimento...

E a mulher?
A mulher, em satisfação e perplexidade
Crê em Jesus...
Crê em algo genuíno e diferente...
Crê em contentamento e felicidade...

E foi correndo sem mais pranto...
Deixou o seu cântaro, deixou seu passado.
Passado marcado
Por ignorância e transgressão.

Mas agora seu coração, sua vida, sua lida
Seria para satisfazer
A vontade Daquele que sua sede saciou,
Que a sua alma aquietou...

E esse milagre da percepção
Que inundou seu ser de alegria
A faz agora sair e a contar em tamanha confraria,

Que sua história agora mudaria assim...
O Cântaro Existencial agora ela teria
Para não mais ter fim...

domingo, 14 de dezembro de 2008

Café com Prosa, edição de Natal
























Ontem tivemos nossa última confraria do ano no Café com Prosa.
Grandes coisas fez o Senhor por nós, por isso estamos alegres.

Agradeço a presença de todos, pelas orações compartilhadas, pelas dores e alegrias divididas...
Desejo a vocês um Ano Novo repleto de boas realizações...

Muita saúde, muita paz, muita prosperidade...

Sonhos realizados, novos amigos conquistados....











Amor em família, paz no trabalho, e muita, muita intimidade com o Altíssimo!




Retornaremos em 2009.


Boas Festas e um Feliz Ano Novo!


Com todo amor,

Vanessa




















Como está o seu jardim?

"No meio do deserto existe um oásis. Nele não há árvores frondosas, odaliscas, lagos frescos e frutas grávidas do melhor sumo. No meio do Deserto de Neguev, em Israel, existe um deserto chamado Amós Oz e nele tudo o que podemos beber são algumas talagadas de esperança, liberdade, imaginação e paz, sem nada do pieguismo que muitas vezes acompanha tais conceitos."

Foi com esses elementos que este israelense, nascido em Jerusalém há 65 anos, construiu uma das literaturas mais sensíveis de hoje sobre o "humano, demasiado humano", para emprestar a expressão de Nietzsche. E em seu livro contra o fanatismo, Amós Oz escreve:

" Creio que a essência do fanatismo reside no desejo de forçar as outras pessoas a mudarem. A inclinação comum de melhorar seu vizinho, de consertar seu cônjuge, de guiar seu filho ou de endireitar seu irmão, em vez de deixá-los ser.
O fanático é uma criatura bastante generosa. é um grande altruísta. Freqüentemente, o fanático está mais interessado em você do que nele próprio. Ele quer salvar sua alma, quer redimi-lo, quer libertá-lo do pecado, do erro, do fumo, de sua fé ou de sua falta de fé, quer melhorar seus hábitos alimentares ou curá-lo de seus hábitos de bebida ou de voto.
O fanático importa-se muito com você, ele está sempre ou se atirando no seu pescoço, porque o ama de verdade, ou apertando sua garganta, caso você prove ser irrecuperável. E, de qualquer modo, falando topograficamente, atirar-se no pescoço de alguém ou apertar sua garganta é quase o mesmo gesto. De qualquer jeito, o fanático está mais interessado em você do que nele próprio, pela razão muito simples de que ele tem um si próprio muito pequeno, ou nenhum si próprio, em absoluto". ( Amós Oz, contra o fanatismo)

E Amós Oz adverte: “Muito cuidado, o fanatismo é extremamente infeccioso, mais contagioso do que qualquer vírus. Pode-se contrair fanatismo facilmente, até mesmo ao tentar vencê-lo ou combatê-lo.

Mas, como podemos reagir ao fanatismo ou nos preservarmos dele?
Com imaginação, é a resposta de Amos Oz: «Sentido de humor, a capacidade de imaginar o outro, a capacidade de rirmos de nós próprios constitui uma cura parcial, a capacidade de nos vermos como os outros nos vêem é um outro remé­dio. A capacidade de conviver com situações cujo final está em aberto, inclusivamente de aprender a desfrutar com essas situações, de aprender a desfrutar com a diversidade, também pode ajudar.

E o que é humor para Amós Oz?

Humor é relativismo, humor é a habilidade de nos vermos como os outros nos vêem, humor é a capa­cidade de perceber que, por muito cheia de razão que uma pessoa se sinta e por mais tremendamente enganada que tenha estado, há um certo lado da vida que tem sempre a sua graça. Quanto mais ra­zão se tem, mais divertida se torna a pessoa. E para ele, “onde temos razão não podem crescer flores”.

E se assim é, todos nós temos um gene fanático dentro de nós...

E o fanatismo, a meu ver, é a tentativa humana de querer mudar o outro...

E para o fanático, conforme prescreve Amós Oz, os fins justificam os meios... Ou seja, vale qualquer coisa para “salvar” o outro daquilo que ele condena...

O fanático é um ser que, embora generoso...

Se faz divino ao assumir o papel de Deus.

Isto porque as Escrituras afirmam que “Deus é quem efetua em nós tanto o querer como o realizar, segundo a Sua boa vontade” (Filipenses 2:13)

Desejar o bem do outro, orar por ele, aconselhar, sofrer junto, estender a mão, não significa e nem pode significar impedi-lo de ser...

O papel de convencer ou converter pertence a Deus, da Sua Essência em nós: o Espírito Santo...

E Graças a Deus por isso.

Nele, que faz crescer flores em nós quando nos despojamos de nossas razões, de nossas certezas, de nossas convicções e apenas O deixamos ser em nós.

E eu não quero ter um si próprio pequeno, mas um Ele próprio em mim, que me guia, me convence, me leva...

Vanessa

CONTRA O FANATISMO



CONTRA O FANATISMO
AMÓS OZ


Resenha por Henrique Chagas
[ VERDES TRIGOS - http://www.verdestrigos.org/ ]


O fanatismo e a intolerância são os temas principais deste livro, resultado de três conferências realizadas por Amós Oz no Fórum de Literatura da Universidade de Tübingen, na Alemanha, onde atuou como professor convidado em 2002. O ponto de partida é, evidentemente, o mundo pós-11 de setembro, com a disseminação do terror e o acirramento dos conflitos entre árabes e israelenses.


O escritor israelense vai, no entanto, muito além do noticiário ao tentar investigar as motivações mais profundas - e universais - daqueles que matam e morrem apegados cegos por suas certezas. Pessoas que explodem clínicas de aborto nos Estados Unidos, que queimam mesquitas e sinagogas aqui na Alemanha diferem de Bin Laden apenas em escala, mas não na natureza de seus crimes, argumenta.


Em 1967, Amós Oz foi à guerra por entender que seu país, Israel, estava ameaçado. Na década seguinte já militava no PAZ AGORA, principal movimento pacifista israelense. Por isso, este texto traduz mais do que idéias: sua substância é a vivência de quem rememora a infância, quando atirava pedras nos blindados britânicos que ocupavam Jerusalém assim como os palestinos o fazem hoje contra as tropas israelenses. Com um texto claro e muitas vezes irônico, como quando fala de fanáticos mais civilizados, como antitabagistas e vegetarianos radicais, Amós Oz receita doses de bom-humor contra o fanatismo, recorrendo a escritores como Shakespeare, em cujas obras toda forma de fanatismo acaba em tragédia ou comédia.


Para o autor, quanto mais você tem razão, mais engraçado fica. O tom leve do livro, mesmo quando trata de temas polêmicos, pode ser exemplificado no conselho dado pela avó do escritor sobre as diferenças entre cristãos e judeus quanto à chegada do Messias. Se o Messias vier e disser oi, é muito bom revê-los os judeus vão ter que reconhecer seu engano. Se, de outro modo, o Messias chegar dizendo muito prazer, é um prazer conhecê-los, todo o mundo cristão terá que pedir desculpas aos judeus.


Contra o fanatismo é apresentado no entusiasmado prefácio de Nadine Gordimer, escritora sul-africana premiada com o Nobel de Literatura em 1991, como a voz da sanidade que ultrapassa a confusão, a mentira, a baboseira histérica e a retórica existente no mundo sobre os conflitos atuais. Amós Oz nasceu em Jerusalém em 1939.


Sua obra já foi traduzida para mais de 30 idiomas. É autor, dentre outros romances, de Meu Michel, A caixa preta, Pantera no porão e O mesmo mar. FRASESe o redentor viesse, ele viria contando piadas (...). No momento em que aprendermos a rir de nós estaremos imunes ao fanatismo.

domingo, 23 de novembro de 2008

O valor mítico das Escrituras...



" A visão científica aperfeiçoa a compreensão mas pode,
imperceptivelmente, subtraí-la ao homem. Uma vez separadas e purificadas do denominador comum mítico, a astrologia tornou-se a astronomia e a alquimia, química. O conhecimento delas se acelerou, mas, juntamente com o mito, o saber tornou inconsciente o aglutinante psicológico. A astrologia era um aglomerado de astronomia ingênua com psicologia; a alquimia, de química ingênua com psicologia.
Expulsando o homem real - aquele que não é só bioquímico-, as ciências individuais progridem vertiginosamente como saber específico, mas a soma dos conhecimentos que delas deriva pode revelar-se frágil porque foi perdido o critério unificador, o cógico humanista completo. Suas explicações se distanciam cada vez mais das narrações, porque a narrativa que 'convence' (do latim, convincere, conquistar, atrair, trazer para si) pressupõe um fundo mítico que lhe dê som profundo: a simples exposição dos fatos escorrega dentro de nós de maneira inerte e se fraciona em todas as direções, como fluxo de água que não encontra leito no qual correr ou sons que não encontram caixa de ressonância" (Luigi Zoja, História da Arrogância)

Apropriando-me dos dizeres de Zoja ao criticar a sociedade da técnica, que substituiu a narrativa pela informação, o mito pela ciência, evoco a simplicidade da linguagem bíblica e o seu valor poético, metafórico e, sobretudo, narrativo... pois nesse cenário da técnica, a Teologia "cientificizou" Deus...

A Revelação Divina deu lugar à Bibliologia...

O Verbo Vivo foi substituído pela Cristologia...

Ao invés do Consolador, essência de Deus em nós, prevalece a Pneumatologia...

A mensagem de esperança agora se chama Escatologia...

Fazer das Escrituras a Palavra de Deus ser viva em nós é ressignificar, cotidianamente, o já conhecido...

Nos dizeres de Zoja:

" Perceber um fundo mítico significa perceber a narrativa como já conhecida, embora sem saber nem onde nem quando: qualidade que evoca os traços significativos ao proscênio da memória e faz a criança pedir que lhe narrem de novo o já conhecido, a fim de reconhecer suas emoções e consolidar sua identidade. Tudo o que é adequadamente narrado se torna interiormente verdadeiro (...), pois "a verdade que é demonstrada pela via racional, embora adquirida de modo indiscutível no plano consciente mas sem obter ressonância interior, não oferece orientações para um sentir ancorado na personalidade, não leva a alma para casa, e é irrelevante na luta contra a angústia e para a restituição do sentido da existência" (Luigi Zoja. História da Arrogância).

E ainda:
" Se a ciência não narra mais, mas apenas informa (nos forma, nos constrói sem nos fazer participar), ela é estranha à sabedoria porque não mais produz saber e sim informações (construções)" (idem)...

A narrativa bíblica, todavia, não pode ser moldada nos formatos científicos ou técnicos...

Ela é viva...

Produz vida...

Encanta o ser...

Eleva a alma...

Alimenta o espírito...

E sua excelência está no fato de ser o próprio Deus Encarnado o Grande Narrador...
E é Ele quem restitui em nós o "sentido da existência"...

Que Deus nos livre do homem tecnológico, que substituiu o mito pela ciência, a narração pela técnica, e nos faça co-participantes de toda trama existencial por meio da Palavra Viva - narração do próprio Deus a nós.

Vanessa